Na noite de segunda-feira (14) foi realizada na
Câmara Municipal de Sorocaba, a audiência solicitada pelo vereador Rodrigo
Manga (PP) para discutir a problemática da hemodiálise em Sorocaba. A
terceirização do transporte dos pacientes renais crônicos foi a grande tônica
da discussão, sendo que na segunda foi realizada a licitação para esse serviço.
O médico Jaelson Guilhem Gomes, presidente do
Instituto de Hemodiálise, ministrou uma rápida palestra sobre a problemática do
doente renal crônico durante a audiência pública. Já o diretor de área da
Secretaria de Administração, Ednaldo Souto Proença, afirmou durante a audiência
que o transporte das pessoas que fazem hemodiálise será realmente terceirizado
e confirmou que em alguns casos o transporte foi realizado por veículos que não
são os ideais para não deixar de atender as pessoas que fazem hemodiálise.
Vários pacientes
participaram da audiência e mostraram a sua preocupação com o transporte de
quem faz hemodiálise e também com a falta de alimentação ou da má qualidade
oferecida aos pacientes. Uma paciente chegou afirmar que quando precisa fazer
exames no Hospital do Rim em São Paulo, sai de Sorocaba às 3 horas da madrugada
e o atendimento tem início apenas às 13 horas.
A representante da
Secretaria da Saúde na audiência, dra Ligia Vanella, destacou que o paciente
pode viajar com condução própria se o raio for maior que 50 km de Sorocaba,
recebendo uma ajuda de custo de R$ 49,50. Já em relação à alimentação, cada
paciente recebe R$ 8,40, sendo que essa ajuda deve ser dividida com o
acompanhante, se houver.
Já Leomar Gregório,
presidente da Transdoreso (Associação dos Pacientes Doadores e Transplantados
Renais de Sorocaba e Região), que cede alimentação para os pacientes que fazem
hemodiálise em Sorocaba, lembrou que a entidade vive de doação, apesar de
receber uma pequena ajuda da prefeitura de Sorocaba, sendo muito difícil
aumentar o número de refeições e a qualidade do que é servido.
Indignação
O vereador Manga ficou
indignado ao saber que a Transdoreso tem um gasto de R$ 35 mil mensal e recebe
pouco mais de R$ 5 mil do poder público. Para o parlamentar, é inadmissível que
uma entidade que presta um serviço de tanta relevância tem que “mendigar” para
conseguir ajudar os pacientes e seus familiares.
O vereador Izídio de
Brito (PT), que é presidente da Comissão de Saúde Pública da Câmara, questionou
a licitação que foi realizada ontem (14) para terceirizar o transporte dos
pacientes de hemodiálise, porque permite a quarteirizado de 40% do serviço. O
diretor de área, Ednaldo, defendeu a terceirização que custará anualmente R$
3,5 milhões e afirmou que a quarteirização visa não interromper o serviço
prestado em caso de algum problema nos veículos. O petista também criticou
Sorocaba não realizar mais o transplante de rim.
Já o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Sérgio
Ponciano, afirmou durante a audiência na Câmara, que a entidade entrou na
justiça com um mandado de segurança para impedir a licitação da terceirização
do transporte, mas não conseguiu e criticou a Prefeitura por não ter sido
ouvido sobre o tema. O presidente Transdoreso também cobrou que deveria ter
sido ouvido sobre a terceirização.
O vereador Manga anunciou que vai protocolar um projeto para que o doente renal também tenha vaga de estacionamento e atendimento preferencial em Sorocaba. Manga cobrou que o prefeito ouça as partes na questão do transporte dos pacientes de hemodiálise antes que seja assinado o contrato.
O vereador Manga anunciou que vai protocolar um projeto para que o doente renal também tenha vaga de estacionamento e atendimento preferencial em Sorocaba. Manga cobrou que o prefeito ouça as partes na questão do transporte dos pacientes de hemodiálise antes que seja assinado o contrato.